Eu quero novos lugares
Novos amores, novos olhares
Novas paisagens, novas recordações
Gastando gasolina, acionando os pistões
O meu carro poderia me levar
A lugares que nunca pude imaginar
Lugares com montanhas com neve e gelo
Belos mirantes, onde escorarei meus cotovelos
E verei como a vida é bela
Já que a única coisa que vejo pela janela
São as portas enferrujadas de uma velha capela
Que ficam na frente de minha residência
Que coisa feia, quanta impertinência
Dizer que sou livre, se não tenho asas para voar
Quanta ignorância dizer que posso mudar o mundo
Se a muito não tenho água para nadar
E assim continuo meu sonho mesclado
Impossível, jamais poderá ser realizado
Já que estou preso a uma corrente
Chamado destino
Derruba-me pela frente, de modo repentino
Que apenas caio de cabeça
Começo a chorar
E não importa o que aconteça
n pararei de soluçar
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